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Pensando na vida
 

E quem disse que o tempo não volta...???

Deixando à tona os fatos mais marcantes, com todos os sentimentos envolvidos! E foi feito tudo dentro (ou não) de suas possibilidades....

Mas as últimas horas tiveram um teor um pouco diferenciado! Mas... o que mais esperar??? Existem pessoas que não mudam! Ou que não querem mudar... O olhar de indiferença, simplesmente o mesmo!!!! Bem o fez... virar as costas, e partir... Mas... existem coisas que mudam!

E aquela sensação demasiadamente estranha???Seria muita pretensão achar que poderia descreve-las através de palavras!!! Alegria, Tristeza, Raiva.... não... não se pode discretizar algo contreto sem cometer erros ou omissões... E seria também um engano dizer que poderia simplesmente consertar tudo através delas... Mas é conhecido o poder que elas têm,... assim como a futilidade que elas podem conter também!!! Mas.... em nenhum momento isso foi desconsiderado! Certamente, cada vírgula foi pensada!

Nada foi por acaso... não teve um fim merecido... mas... foi um fim digno!

Saudades de outrora... Mas... o tempo volta!!! 



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 04h30 [] [envie esta mensagem]



Foi-se mais uma noite...

E a madrugada caiu por traição, com clima abafado e seco...  Um manto acinzentado cobria a Lua naquela noite...

Tomou o último gole de seu café e olhou em silêncio por alguns instantes. Pensou no quanto desejava se refugiar naquele olhar fugidio, que parecia jamais enxergar tudo o que sentia. Pensou na solidão que o assolaria naquela noite, quando se despedissem, sem mais truques ou histórias com os quais pudesse conservar sua companhia.

Continuava andando, sem esperar resposta... até o momento de se separarem...

Não conseguiu dormir,e a madrugada derramava muitas tonalidades de cinza pela janela do quarto, cada qual mais pessimistas... As palavras ficavam ecoando em sua cabeça... não sabia de maneira alguma como dizê-las, ou quando dizê-las. Somente queria dizê-las.....



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 00h43 [] [envie esta mensagem]



Sem...

Ainda lembrava daquele anoitecer... As ruas se desmanchavam entre neblinas e orvalho, e, a cidade, aprisionada sob um céu cinzento, sentia um leve vento frio, não comum naquela época do ano.

Sem palavras, Sem poesia, Sem rimas, Sem versos...



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 00h51 [] [envie esta mensagem]



Antes de sua viagem, ainda tenho algo a lhe dizer...

Foram as últimas palavras que restaram...

Com um tom meio apressado, disse que partiria... Em poucos segundos apanhou suas coisas e iniciava sua jornada... Observava àquela situação com as mãos atadas, e eram os últimos instantes que tinha para poder dizer-lhe algo... simplesmente, calou-se...

Foi então que entreolharam-se, por mais uma vez... uma angústia sufocante se fazia crescente, e foi suficiente pra emudecer qualquer tentativa de manifestação...

Abriu a porta e partiu...



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 20h22 [] [envie esta mensagem]



Por entre as cortinas que se debatiam com o vento, podia enxergar uma luz amarelada, flamejante. Supôs que seria a luz de uma vela. Era possível entrever uma sombra na parede, não muito nítida, uma sombra de uma pessoa sentada. Fazia movimentos sutis, virando as páginas de um livro.

Ao soar da meia-noite, levantou-se e dirigiu-se à janela, de onde podia admirar as estrelas. Foi quando o céu foi tomado por uma luminosidade incomum, ora esverdeada, ora avermelhada... pessoas comemoravam com suas famílias, tomavam champagne, faziam barulho! Simplesmente virou-se, retornou à sua poltrona e à sua leitura, solitária e silenciosa...

Era possível entrever uma sombra na parede, não muito nítida, uma sombra de uma pessoa sentada....



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 02h46 [] [envie esta mensagem]



Quem sabe alguns surtos e lapsos não ajudem a enxergar melhor o rumo que as coisas tomam... falta de assunto, talvez, fruto da indiferença e do descaso... mas era deveras merecido...

Estranho, talvez, dada uma crescente angústia que se estendia desde a alvorada até aquele presente momento... Jamais esperaria por tal acontecimento... e jamais poderia agir de melhor maneira....

Pior que gostar, pior que odiar.... a indiferença



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 20h25 [] [envie esta mensagem]



à ...

Talvez, meus objetivos não tenham sido bem explicitados... talvez, não tenha conseguido alcançar o que lhe queria transmitir, e talvez, até possa ter lhe magoado. Tudo o que foi sido dito não tinha o intuito de ferir-te,  e, pelo que me disse, sei que isso não aconteceu... Mas sinto também uma fissura, algo que não me deixa acreditar nisso... No entando, julgo que há uma maneira de resumir o que lhe é necessário:

Tudo o que precisa é de tranqüilidade... com ela, virá a confiança, a segurança...

A mais bela coragem é a confiança que devemos ter na capacidade de nosso esforço.

Desejo-lhe o sucesso, e sei que o alcançará...

"É isso..."



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 22h38 [] [envie esta mensagem]



E apenas pensava consigo... "Precisamos conversar..." Mas não tinha essa certeza... Sentia um certo receio, que lhe impedia de agir... uma incerteza... Talvez fosse questão apenas de um "respirar fundo", refletir, ponderar... ou, quem sabe, abandonar um pouco da racionalidade que lhe acometia...

 



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 21h20 [] [envie esta mensagem]



Partiria...

Sabia que não seria por muito tempo... mas sentiria sua falta... hum... falta... saudades... o português é o único idioma que tem uma palavra que define "saudades..."... uma espera infinita... enfim...

"Ah se eu fosse marinheiro... era eu quem tinha partido..."



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 20h39 [] [envie esta mensagem]



...foi quando subitamente sentiu um vazio... uma angústia.... como se algo lhe faltasse... talvez até soubesse o que se passava... ou não!

Já havia se sentido daquela maneira anteriormente... como que uma "fissura", uma inquietante e calma agitação...   

As expectativas??? Quem sabe...

Bem que já temia anteriormente o final da tempestade....



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 23h24 [] [envie esta mensagem]



"O Direito ao Palavrão" - por Luís Fernando Veríssimo

Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo.
Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"?
"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.
- A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho,entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!".
O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem.
O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto.
Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo - "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!".
O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior.
É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" -presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...
Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso"vai tomar no cu!"?
E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!".
Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!".
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.
Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!".
E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".
Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar:
O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas.
Me liberta.
"Não quer sair comigo? Então foda-se!".
"Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.
Grosseiro, mas profundo...
Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor.
"Nem fodendo..."



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 12h12 [] [envie esta mensagem]



No meu café tinha uma abelha

Tinha uma abelha no meu café

tinha uma abelha

no meu café tinha uma abelha

 



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 22h07 [] [envie esta mensagem]



Embora estivesse aparentemente apreciando aquela situação, seus olhos varriam incessantemente, de maneira frenética aquele lugar em busca de algo... Inúmeras pessoas, um lugar muito cheio, mas ao mesmo tempo vazio... Um vazio angustiante, que aumentava com o passar das horas... Sentiu vontade de partir... A angústia se fazia insuportável e não podia mais mantê-la recriminada...

Olhou para a Lua... ela sorria... tudo sorria... todos sorriam...

Sentir, é muito mais do que dizer....



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 00h05 [] [envie esta mensagem]



Ao longe, um sorriso, um aceno discreto... Com a proximidade, vem a indiferença... Seria isso pela sua sinceridade??? Seria por ter agido daquela maneira??? Talvez...

Realmente, abismos de pedras não se encontram...   



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 17h32 [] [envie esta mensagem]



...

Seu medo era de que tudo que havia feito caisse no esquecimento, ou que já tivesse caido.... cada semana, cada dia, cada hora passados eram como a areia num deserto... que voava, se depositava cada vez mais ao longe.... Os fatos  estavam tomando rumos errados, cada vez mais distantes de suas possibilidades de conciliá-los... Em sua angústia não era possível distinguir causas... apenas era confuso...

"Precisamos conversar...."



 Escrito por Camshaft, marcando o relógio 21h32 [] [envie esta mensagem]




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